
O adeus ao Senhor dos Aflitos é, para mim, o momento de maior emotividade da festa. Ele constitui o verdadeiro clímax.
Este ano o Largo estava muito vazio. Esperemos que tenha sido apenas este ano dadas as circunstâncias conhecidas. Para já está garantida toda a mordomia para o próximo ano. Gostaria de a revelar aqui mas não conheço todos os nomes.


Este ano não fui lá. Da última vez era doloroso o deserto de gente. Pelas fotografias que mostra foi mesmo desolador.
A "festa" já morreu.
Parecem a Joana "a louca" a passear o cadáver pelas noites de castela.
o cadáver de Filipe "o belo"
De Ribacôa a 11 de Setembro de 2008 às 02:26
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. É um facto que as gentes seriam em menor número relativamente a outros anos. Para isso terá contribuído não só a data tardia (dia 7), como o facto dos mordomos nomeados terem desistido a cerca de dois meses do evento, o que levou muita gente a pensar que a festa não se realizaria. De todo o modo, e sem querer dourar a pílula, as fotografias apresentadas não retratam a realidade, porquanto uma grande área do recinto ficou por cobrir, sendo certo que, na mesma, havia bastantes pessoas, eu incluído. Assim sendo, parece-me algo precipitado, ditar, sem mais, a sentença de morte da festa. E é caso para dizer que a história se repete, uma vez que já há cerca de 25 anos outros "juízes", em julgamento sumário proferiram idêntica sentença. Sem êxito, como se comprova.
De
julmar a 12 de Setembro de 2008 às 20:08
Nunca acreditei que as fotografias traduzam a realidade, nem as fotografias em causa o pretendiam. Também não pretendiam mostar a quantidade de gente. De qualquer modo, sempre poderão e ser publicadas fotografias que mostrem mais gente.
De
TN a 14 de Setembro de 2008 às 12:45
SR DR Francisco Leal li os seus comentrios,reflecti e tomei uma decisao : como para o proximo ano tenho a honra e o prestigio de ser mordoma do Divino Senhor dos Aflito,quero convidar o Sr Dr a dar uso á sua inteligencia( se é que tem) e fazer o que lhe compete que e´seu dever cmo profissional que penso ser, que é salvar vidas em ves de as matar(afundar cada ves mais).
De Vilar Maior a 11 de Setembro de 2008 às 13:50
Parece-me que a acuidade visual já não ser a melhor. Também não sei qual foi a sua ultima vez, mas no entanto, lhe digo que no ano passado, foi uma festa de grande sucesso, com gente como nunca se tinha visto antes (pelo menos eu, e felizmente nunca faltei a nenhuma).
Mais o informo, que o Restelo não é em VILAR MAIOR, embora às vezes pareça.
Restelo ??!! (o dos lisíadas??).
Vilar Maior já foi vila. Já não é, embora a continuem a chamar-lhe assim.
A "festa" faz-me lembrar o vinho dos pequenissímos agricultores dessas nossas berças. Vai avinagrando e quando chega setembro está intragável, excepto para o camponês que o acha uma pomada (e que fica ofendido se alguém lho diz).
Sou médico, sei verificar um óbito.
A "festa" já morreu. Por compaixão os médicos mantêm ligado o ventilador, o pacemaker e o balão intra-aórtico. Só quando entrar em decomposição é que a víuva acredita.
SEM OFENSA !!!
De O Cota a 11 de Setembro de 2008 às 22:21
Caro Dr. Leal. Nestas coisas, eu sou como São Tomé; Ver para crêr....! Quanto às suas profecias, permita-me que lhe faça um pedido, lhe dê uma sugestão, lhe formule um convite, concluindo com um desabafo.
O pedido: Tenha lá paciência e não desligue a aparelhagem. Mantenha a paciente (festa) sob cuidados paleativos, de molde a obstar que entre em decomposiçao, pelo menos até Setembro próximo;
O convite: Convicto de a condição anterior será observada, convido-o, desde já, para aparecer na Vila na altura das próximas festividades e será com todo o prazer que o obsequiarei com um precioso néctar, com o qual até Baco se regalaria, ainda que da lavra de um qualquer pequeno agricultor do burgo. Nesta matéria, a minha teoria é a de que, por vezes, é mais importante saber com quem se bebe, do que propriamente saber o que se bebe. Nessa altura, será o momento azado para observar, "in loco", a vitalidade da festa.
O meu desabafo: Sendo certo que neste mundo tudo é finito, a festa do Senhor dos Aflitos de Vilar Maior não pode fugir a esta regra inexorável. Morrerá um pouco, sempre que um fiflho da terra morrer. Porém, que sejam os Vilarmaiorenses a traçar o seu destino.
De SARA fERNANDES a 16 de Setembro de 2008 às 22:51
Não sei quem é o Sr, mas também não me sinto em falta por isso.Suponho que o Sr Dr Leal já tenha bebido mais copos de vinhos em Vilar Maior do que na sua terra.
As festas(Vilar Maior inclusive) até podem vir a acabar quando todos ficar-mos afectados com um vírus que nos coloque como o Sr.
Quando voltar a Vilar Maior e o convidarem para "beber um copo" lembre-se que quem o convidou foi simpático e atencioso. Em sua casa (terra) quantas vezes já se designou a fazer o mesmo convite perante as pessoas que lhe deram tal atenção???
De Pedro Cardoso a 16 de Setembro de 2008 às 12:29
Caro Dr. Francisco Leal
O Sr. não me conhece, nem eu a si, também sou Médico, mas Médico Veterinário. Posso e devo realizar eutanásias, sei avaliar perfeitamente em que situações elas estão indicadas. Desculpe que lhe diga mas a festa de Vilar Maior, ainda não reúne as condições para se desligar a "máquina". Vai acabar? Talvez. Mas uma coisa lhe garanto, não será para breve e muitas outras festas acabaram antes.
Mais, não perca tempo a avaliar envergadura da nossa festa, pode ser pequena, mas é muito honrada e muito digna. Sr. Dr. o tamanho não conta.
Quanto ao vinho de Vilar Maior, não é do calibre dos vinhos que o Sr. deve estar habituado a beber, nem sequer ponho isso em causa, mas não deve ser dos piores que o Sr. bebeu. Ou então, quando o elogiava as suas capacidades de enólogo ainda não estariam tão apuradas ou não estava a ser sério. Os vilarmaiorenses não precisam disso.
Um Abraço, com muito orgulho de ser Vilarmaiorense .
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