Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

O adeus ao Senhor dos Aflitos é, para mim, o momento de maior emotividade da festa. Ele constitui o verdadeiro clímax.
Este ano o Largo estava muito vazio. Esperemos que tenha sido apenas este ano dadas as circunstâncias conhecidas. Para já está garantida toda a mordomia para o próximo ano. Gostaria de a revelar aqui mas não conheço todos os nomes.


De Vilar Maior a 11 de Setembro de 2008 às 13:50
Parece-me que a acuidade visual já não ser a melhor. Também não sei qual foi a sua ultima vez, mas no entanto, lhe digo que no ano passado, foi uma festa de grande sucesso, com gente como nunca se tinha visto antes (pelo menos eu, e felizmente nunca faltei a nenhuma).
Mais o informo, que o Restelo não é em VILAR MAIOR, embora às vezes pareça.
Restelo ??!! (o dos lisíadas??).
Vilar Maior já foi vila. Já não é, embora a continuem a chamar-lhe assim.
A "festa" faz-me lembrar o vinho dos pequenissímos agricultores dessas nossas berças. Vai avinagrando e quando chega setembro está intragável, excepto para o camponês que o acha uma pomada (e que fica ofendido se alguém lho diz).
Sou médico, sei verificar um óbito.
A "festa" já morreu. Por compaixão os médicos mantêm ligado o ventilador, o pacemaker e o balão intra-aórtico. Só quando entrar em decomposição é que a víuva acredita.
SEM OFENSA !!!
De O Cota a 11 de Setembro de 2008 às 22:21
Caro Dr. Leal. Nestas coisas, eu sou como São Tomé; Ver para crêr....! Quanto às suas profecias, permita-me que lhe faça um pedido, lhe dê uma sugestão, lhe formule um convite, concluindo com um desabafo.
O pedido: Tenha lá paciência e não desligue a aparelhagem. Mantenha a paciente (festa) sob cuidados paleativos, de molde a obstar que entre em decomposiçao, pelo menos até Setembro próximo;
O convite: Convicto de a condição anterior será observada, convido-o, desde já, para aparecer na Vila na altura das próximas festividades e será com todo o prazer que o obsequiarei com um precioso néctar, com o qual até Baco se regalaria, ainda que da lavra de um qualquer pequeno agricultor do burgo. Nesta matéria, a minha teoria é a de que, por vezes, é mais importante saber com quem se bebe, do que propriamente saber o que se bebe. Nessa altura, será o momento azado para observar, "in loco", a vitalidade da festa.
O meu desabafo: Sendo certo que neste mundo tudo é finito, a festa do Senhor dos Aflitos de Vilar Maior não pode fugir a esta regra inexorável. Morrerá um pouco, sempre que um fiflho da terra morrer. Porém, que sejam os Vilarmaiorenses a traçar o seu destino.
De SARA fERNANDES a 16 de Setembro de 2008 às 22:51
Não sei quem é o Sr, mas também não me sinto em falta por isso.Suponho que o Sr Dr Leal já tenha bebido mais copos de vinhos em Vilar Maior do que na sua terra.
As festas(Vilar Maior inclusive) até podem vir a acabar quando todos ficar-mos afectados com um vírus que nos coloque como o Sr.
Quando voltar a Vilar Maior e o convidarem para "beber um copo" lembre-se que quem o convidou foi simpático e atencioso. Em sua casa (terra) quantas vezes já se designou a fazer o mesmo convite perante as pessoas que lhe deram tal atenção???
Comentar post