
Esta fotografia é anterior a 1924, talvez da segunda década do século XX. Não existe ainda cemitério, pois a pedra de que foi feito lá está ainda no corpo da Igreja de Nossa Senhora do Castelo. As casas brasonadas estão com o telhado em ruínas: Estamos no tempo da 1ª República e as coisas não corriam de feição para os que tinham vivido à sombra das sinecuras da corte.
De Carlos Martins a 30 de Setembro de 2008 às 22:22
Olá a todos
Tenho estado a ler os vossos comentários e no que diz respeito ao tema, este verão visitei o museu do Sabugal, onde pude verificar a existência de um vasto património de Vilar Maior, de onde constavam algumas fotografias bem antigas. Não me recordo se existe alguma nas condições desejadas.
De
julmar a 1 de Outubro de 2008 às 14:47
Também eu neste Verão o visitei e fiquei agradavelmente surpreendido: pela forma como está organizado, pela interessante exposição fotográfica e, naturalmente, pela sequência da exposição do espólio. Uma boa lição. Para ver demoradamente.
... e a mágoa de um museu etnográfico em Vilar maior fechado
De Ribacôa a 1 de Outubro de 2008 às 23:09
E quantos visitaram o museu de Vilar Maior? Eu não. No entanto, na semana antecedente à festa, numa conversa casual com o arqueólogo que pesquisava junto à Igreja Matriz, ouvi-lhe dizer algo que me deixou apreensivo; Dizia ele que havia dúvidas se o espólio arqueológico recentemente descoberto na Vila, ficava no respectivo museu, ou se, pelo contrário, seria entregue ao do Sabugal. E argumentava com a falta de de condições, designadamente as relacionadas com um elevado grau de humidade. A ser verdade, das duas uma: ou ao contrário do que se pensava, a construção do nosso museu não obedeceu aos requisitos a cujos fins se detinava, ou estão a arranjar "pé" para os referidos achados "zarparem " da Vila para fora, o que até já nem é novidade. Até poderão argumentar que um museu que não se sabe se está vivo, moribumdo ou morto, não merece mais. Pura azneira, porquanto foi feito um um investimento com fins específicos. Responsabilize-se, isso sim, quem tem que ser responsabilizado pela inércia a que, desde sempre, o mesmo foi votado.
De ANTONIO GATA a 2 de Outubro de 2008 às 08:53
Senhor RIBACOA
Gostei deste seu comentário.
Relativamente à parte final do mesmo, quando fala em "responsabilidades", coloco-me à sua inteira disposição para, perante si, assumir as minhas, enquanto UNICO responsável, pela idealização e concretização da recuperação do edificio em causa.
Posso,também.pessoalmente, dar-lhe alguns esclarecimentos que eventualmente possa desconhecer.
Bastará saír do anonimato e dizer-me quem é.
Com consideração
António César Marcos Gata
De Ribacôa a 3 de Outubro de 2008 às 00:24
Senhor António Gata.
Muito sinceramente, apraz-me saber que gostou do meu comentário, facto que vem provar que mesmo anonimamente, é possível tratar assuntos sérios de forma séria, fazer crítica construtiva, sem sofismas nem subterfúgios. Por isso e porque escrever sob anonimato não me tolhe as ideias nem me diminui, assim penso continuar. Quanto à questão de fundo respigada no meu comentário traduzida na frase: "responsabilizar quem tem de ser responsabilizado", quero dizer-lhe desde já que nem por sombras pensei no seu nome. E sabe porquê? É porque quando diz ter sido o único responsável pela idealização e concretização da recuperação do edifício em causa, está a dizer o que todos sabemos, que é muito, é meritório e é de enaltecer. Mas, para além disso, existe a vertente técnica respeitante à arquitectura, à engenharia etc., que muito naturalmente o terão ultrapassado. Assim, a ser verdade que existem humidades no museu e se estas forem devidas a eventuais erros técnicos de concepção ou falta de conservação, é evidente que tais factos não são de sua responsabilidade.
Já quanto à questão Fulcral, qual seja a de saber a quem assacar responsabilidades pelo facto do museu estar votado ao marasmo, a conclusão é a mesma; O meu caro nada tem a ver com isso. Porém, o certo é que essa triste realidade existe e aqui com a agravante das responsabilidades terem que ser presumidas, já que, pelos vistos, ninguém sabe a quem imputá-las. Até o meu caro quando convidado apontar os responsáveis por esse estado de coisas (vide blog capeia raiana na secção "À fala com..." de 8 de Setembro último), depois de ter enumerado os não culpados, preferiu "fechar-se em copas" (o que fez no exercício de um legítimo direito) quanto aos responsáveis, isto no caso de saber quem são.
Posto isto, reforço a minha ideia mestra;
Para além de triste e vergonhoso, é de lamentar a existência de um museu em Vilar Maior, onde é guardado um considerável e valioso espólio, o qual por incúria ou desleixo, não cumpre a finalidade suprema para que foi criado, consubstanciada no nulo aproveitamento das vertentes culturais, lúdicas, didácticas, com evidentes prejuízos principalmente para as gentes desta região já de si tão fustigadas e carenciadas de estruturas desta natureza.
Atenciosamente,
Ribacôa
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