Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Ontem, há cem anos

Esta fotografia é anterior a 1924, talvez da segunda década do século XX. Não existe ainda cemitério, pois a pedra de que foi feito lá está ainda no corpo da Igreja de Nossa Senhora do Castelo. As casas brasonadas estão com o telhado em ruínas: Estamos no tempo da 1ª República e as coisas não corriam de feição para os que tinham vivido à sombra das sinecuras da corte.

publicado por julmar às 15:27
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34 comentários:
De ANTONIO GATA a 2 de Outubro de 2008 às 08:53
Senhor RIBACOA
Gostei deste seu comentário.
Relativamente à parte final do mesmo, quando fala em "responsabilidades", coloco-me à sua inteira disposição para, perante si, assumir as minhas, enquanto UNICO responsável, pela idealização e concretização da recuperação do edificio em causa.
Posso,também.pessoalmente, dar-lhe alguns esclarecimentos que eventualmente possa desconhecer.
Bastará saír do anonimato e dizer-me quem é.
Com consideração
António César Marcos Gata


De Ribacôa a 3 de Outubro de 2008 às 00:24
Senhor António Gata.
Muito sinceramente, apraz-me saber que gostou do meu comentário, facto que vem provar que mesmo anonimamente, é possível tratar assuntos sérios de forma séria, fazer crítica construtiva, sem sofismas nem subterfúgios. Por isso e porque escrever sob anonimato não me tolhe as ideias nem me diminui, assim penso continuar. Quanto à questão de fundo respigada no meu comentário traduzida na frase: "responsabilizar quem tem de ser responsabilizado", quero dizer-lhe desde já que nem por sombras pensei no seu nome. E sabe porquê? É porque quando diz ter sido o único responsável pela idealização e concretização da recuperação do edifício em causa, está a dizer o que todos sabemos, que é muito, é meritório e é de enaltecer. Mas, para além disso, existe a vertente técnica respeitante à arquitectura, à engenharia etc., que muito naturalmente o terão ultrapassado. Assim, a ser verdade que existem humidades no museu e se estas forem devidas a eventuais erros técnicos de concepção ou falta de conservação, é evidente que tais factos não são de sua responsabilidade.
Já quanto à questão Fulcral, qual seja a de saber a quem assacar responsabilidades pelo facto do museu estar votado ao marasmo, a conclusão é a mesma; O meu caro nada tem a ver com isso. Porém, o certo é que essa triste realidade existe e aqui com a agravante das responsabilidades terem que ser presumidas, já que, pelos vistos, ninguém sabe a quem imputá-las. Até o meu caro quando convidado apontar os responsáveis por esse estado de coisas (vide blog capeia raiana na secção "À fala com..." de 8 de Setembro último), depois de ter enumerado os não culpados, preferiu "fechar-se em copas" (o que fez no exercício de um legítimo direito) quanto aos responsáveis, isto no caso de saber quem são.
Posto isto, reforço a minha ideia mestra;
Para além de triste e vergonhoso, é de lamentar a existência de um museu em Vilar Maior, onde é guardado um considerável e valioso espólio, o qual por incúria ou desleixo, não cumpre a finalidade suprema para que foi criado, consubstanciada no nulo aproveitamento das vertentes culturais, lúdicas, didácticas, com evidentes prejuízos principalmente para as gentes desta região já de si tão fustigadas e carenciadas de estruturas desta natureza.
Atenciosamente,
Ribacôa


De João que Chora a 3 de Outubro de 2008 às 09:18
Gaba-te cesto que hás-de ir às vindimas


De João que RI a 3 de Outubro de 2008 às 09:27
Gaba-te cesto que hás-de ir às vindimas!!!
Quem efectivamente faz, nunca se põe assim em bicos de pé. Quem faz não precisa disso. Não lhe fica bem, pois sabe que o auto elogio não cheira bem. Confie no juízo dos outros que uns de um modo outros de outro acabarão por construir uma realidade mais equilibrada e mais credível.
Então, que lhe parece aquele único em letra maiúscula? Não pode ofender pessoas que rechearam aquele museu com objectos uns mais valiosos do que outros mas que não são tralha.


De Manuel Maria a 5 de Outubro de 2008 às 19:46
"ajoelhou... teve que rezar!"


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