Sábado, 11 de Outubro de 2008

Revelação fotográfica

 

Com as novas tecnologias aplicadas à fotografia desapareceram conceitos essenciais como o de revelação.

Numa acepção diferente foi difícil (para alguns impossível) saber quem são os retratados.

Pois então, aí vai:

Local: Casa da família Marques, lugar da Praça.

Data: Diria, pelas minhas contas, ser no Verão de 1962 (aceita-se correcção)

Os retratado: Da mais velha para o mais novo: A mãe Graça e os filhos: Natália (de pé ao lado da mãe); a Beta (sentada no chão);o João (janeca aperaltado de gravata, cabelo para trás que era moda, vaidade demais para um seminarista); o Júlio ( este vosso humilde servidor que reparte convosco estas recordações e deve ter sido o único a trabalhar nesse dia a avaliar pela indumentária); a Belita ( de fita na cabeça); o Zé Albino (um menino bonito que à altura gostava de fazer sermões e adorava animais - uma miniatura de S. Francisco em que as galinhas se lhe pousavam nos ombros)

E não me parece que o sorriso fosse apenas para o retrato, antes traduz a felicidade da união de uma família onde para estar completa faltava o pai ausente em França e os irmãos Carlos e Manuel.

 

publicado por julmar às 10:02
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11 comentários:
De Anónimo a 11 de Outubro de 2008 às 14:15
Amigo Jarmeleiro , veja que quem o estava a chatear (em seu entender...muito .longe de mim tal ideia), era precisamente o jovem da gravata.
É pessoa a quem só posso querer bem por todos os motivos e mais um.

Tudo de bom para si.

Um abraço.


De Jarmeleiro a 11 de Outubro de 2008 às 23:11
Ora essa. Houve um mau entendimento da minha parte, porque me parcia que havia alguem a querer tirar nabos da púcara e a deirtarem-se advinhar , certas coisas, mas escalhar enganei-me. Mas tudo está bem e passamos adiante. Voltando ás pessoas da fotografia eu só atinei com a família porque cohecia e coheço munto bém a sra. Graça e até inda não há munto tempo eu e um filho meu estivemos à fala com ela. Na altura da França cheguei a trazer incomendas do sr. João para lhe entregar. As duas filhas mais velhas princpalmente a pressora Natália até podia dizer que as conhecia pelo retrato, mas como não tinha bem a certeza. A Beta essa era a rapariga mais bonita da vila naquele tempo. Alegre e trabalhadeira como não haver. E quando ia a trabalhar pro campo (Porto sabugal , pontaguarda e outras ) era um regalo ouvi-la a cantar. Aquilo eram tempos duros mas deicham-me muntas saudades. Uma boa note e um santo domingo para todos.


De Katekero a 12 de Outubro de 2008 às 10:59
Quem diria! É incrível, como a fisionomia das pessoas se modifica. Falei com alguns deles em Agosto último, mas na fotografia estaria uma vida para os reconhecer. O tempo, ao passar, dita mesmo as suas leis.


De Catarina Marques Falcato a 12 de Outubro de 2008 às 16:00
Bom, parece que me enganei. Sempre era a minha familia, são os meus primos marques,lol. Devido aos anos que a fotografia tem não reconheci ninguem, pois até axo que agora a Ti Graça parece mais nova.
Ao que parece quando tinha a idade da Isabelinha
era parecida com ela, não dizem que as parecenças vão até à 5º geração?
catarina


De Anónimo a 12 de Outubro de 2008 às 16:27
Na verdade, a minha prima Catarina tem toda a razão. Uma dentadura nova pode operar verdadeiros milagres como é o caso da Ti Graça. Muito gosto em ver-te por aqui. Um beijinho para ti e outro para a prima Cláudia.


De Anónimo a 12 de Outubro de 2008 às 18:55
Adorei!
Reconhecio-os a todos.
O meu compincha era o Zé Albino, mais próximo da minha idade e com quem partilhava pescarias no Poço da Andorinha e livros de cowboys.
Muita saudade desses tempos em que tudo, até a amizade, eram bens seguros.


De O Vila" a 12 de Outubro de 2008 às 22:47
Poço da andorinha ou o sinónimo de escola de natação da Vila. Quantas centenas de vilarmaiorenses não deram aí as primeiras braçadas na arte da natação?!!. Quem se lembra ainda de nos tempos da escola comermos à pressa o almoço, composto por coisas que, diga-se a verdade, não levavam muito tempo a ser consumidas, para aproveitarmos o intervalo entre as aulas da manhã e as da tarde e irmos até lá dar uns mergulhos.
Como se aprendia a nadar?-comigo foi muito simples:
Cinco ou seis dos mais crescidos formavam um circulo na água e estimulavam o futuro nadador para ir até ao barroco que forma uma pala sobre o poço e diziam para não ter medo e saltar para o meio deles. O pobre do garoto não duvidava de tal ajuda e ala que se faz tarde....saltava para a água mas a ajuda prometida falhava e involuntariamente tinha que dar aos braços ao mesmo tempo que bebia uns pirolitos, claro está. O facto é começando a nadar "à cão" iniciava os primeiros passos na natação.
Isto acontecia em tempos em que o cesarão mantinha água corrente durante todo o verão.


De Lorigas a 12 de Outubro de 2008 às 22:56
OLÁ GENTES DE VILAR MAIOR.
Nem sei bem como é que vim parar a este blog, Mas ainda bem que tal aconteceu. Conheço bem esta e muitas outras famílias dessa linda terra. Da família da foto conheço-os a todos incluindo os ausentes e até posso dizer que aos mais novos, vi-os nascer e crescer. Pena é que o patrono da família já não esteja entre nós. Boa , muito boa gente. Um abraço especial para os da família Marques e um outro bem forte para todos os Vilamaiorenses dos quais, bem como da vossa terra guardo tão boas recordações.
Lorigas


De "O Vila" a 13 de Outubro de 2008 às 14:08
Pela minha parte (e de todos os comentaristas, não duvido), seja benvindo a este cantinho onde todos nós nos "reunimos", os da Vila e os amigos da Vila.
Também em nós perdura o amor que devotámos à banda de que Lorigas fez parte (não, não estou enganado) e lamento os tempos não correrem de feição para que a pudéssemos continuar a ter presente na nossa festa do Senhor dos Aflitos. Quem sabe um dia !!....
De facto para todos nós, num sentimento recíproco, vocês eram como família.
Um grande abraço e tudo de bom para vocês todos.


De O Cota a 13 de Outubro de 2008 às 00:11
Com que então, o Janeca todo aperaltado de gravatinha e cabelo à moda. Vaidade a mais para um seminarista. Ah...!!!! Ah...!!! Ah!!!. Honra lhe seja feita, ao ter detectago tão precocemente a falta de vocação. É certo que outros muito mais moderados no trilhar dos caminhos da vaidade, quais humildes servidores de... (nossos servidores), foram bem mais alto, bem mais longe, mas... Na hora da verdade, ao soar do gongo , faltou o último passo, a coragem, a vocação. Até poderia dar um bom padre, mas.. Deus é onisapiente. (Lol).
Um abraço


De Anónimo a 13 de Outubro de 2008 às 14:21
E de facto habituei-me de tal maneira ao uso da gravata que durante um ou dois anos continuou a fazer parte da minha indumentária. Hoje uso-a na missa e procissão da festa para não desgostar minha mãe que sei não lhe agradaria se o não fizesse.
No entanto não era bem por vaidade mas, se assim se pode dizer, por obrigação.


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