
Há escritores que se foram esquecendo. A par de um Júlio Dinis ou de um Ferreira de Castro, esquecido anda Trindade Coelho,
Para quem tem matriz rural, como eu, «Os Meus Amores» é uma leitura que rememora o imaginário da criança que formos. Quanto a literatura é da melhor.
Começa assim:(...)
«Quando atravessou a povoação, rua abaixo,com o rebanho atrás dele, era ainda muito cedo. Ao longo das ruas tortuosas, as portas conservavam-se fechadas, e não vinha das habitações o mais insignificante ruído. Dormia-se a sono solto por todas aquelas casas. Apenas algum cão,subitamente acordado em sobressalto pelo chocalhar do rebanho, ladrava do alto dos escadórios de pedra onde ficara de sentinela, ou de dentro das curraladas, onde levara a noite fazendo companhia aos novilhos. De onde em onde, galos madrugadores entoavam matinas sonoras, que eram como risadas vibrantes de boémios, nalguma estúrdia a desoras.»
De Jarmeleiro a 28 de Outubro de 2008 às 00:04
Pois estou munto admirado com este cunvite. Eu até bebia esse copo e pagava otro enquanto se oviam e contavam umas partes passadas naqueles tempos mas é das tais coisas. Eu não sei quem me cunvida nem essa pessoa sabe quem eu sou. Atão já viu bem o que é chegar-se ao pé de uma pessoa e dizer: Ó Jarmeleiro vamos lá a beber um copo e contar aquelas histórias. Asujeita-se a ser mandado para algum sitio que não gosta. Olhe que eu acredito que fique emocionado com estas coisas de antigamente pois a min tamém me acontece. Eu o que não quero é arreliar-me com ninguen. Não gosto é que andem a palpitar quem sou. Ando por aqui para conviver, dar os meu fraco contributo mas mais para aprender qualquera coisita, pois não é como dis o João que chora. Eu posso ter munta esperiência da vida, mas nas letras e na cultura sou aquase um igorante.
Um abraço para todos.
De Anónimo a 28 de Outubro de 2008 às 16:35
Amigo Jarmeleiro : decididamente não entendo muito bem o seu procedimento. Outro dia pegou porque eu o estava a chatear, hoje também não ficou satisfeito por lhe oferecer um copo a beber numa próxima oportunidade e aproveitarmos para falar sobre coisas do passado, o que para nós é sempre agradável. O não sabermos (eu sei) de quem se trata pouco importa se chegado o momento nos apresentarmos e ficarmos a saber da identidade.
Não se enfade e receba um abraço.
De Jarmeleiro a 28 de Outubro de 2008 às 19:39
Atão seja feita a sua vontade. Se dis que me cohece quando me vir avance. Mas vocemecê não se fie na virgem porque pode ficar encavacado quando vir que se enganou. E eu lhe afianço que me mijaria a rir se estivesse nos arredores a ver a cena. Que tanha sorte pois isso é aquase como asertar no totobola.
Os meus cumprimentos.
De Anónimo a 28 de Outubro de 2008 às 22:07
Na verdade, vai aqui grande salsada. Vão-se contando histórias que de facto aconteceram mas posso afirmar com toda a certeza, não são contadas pelo próprio, acrescentando que mesmo os pequenos pormenores não fogem à realidade. O que é necessário é que ninguém fique maltratado.
Bom, saudinha por cá!!!!.
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