
Já fora do estio, um incêndio, nos princípios de Outubro pintou a paisagem de negro. Talvez algum conterrâneo agastado com a invasão das silvas tenha resolvido queimá-las. Mais uma vez se confirma o provérbio: Com o fogo não se brinca.
De "O Vila" a 2 de Novembro de 2008 às 22:40
Quem viu esta encosta do castelo, por alturas da festa, e quem a vê através desta foto, fica completamente desolado tal qual a paisagem.
Tive ocasião de a observar, juntamente com amigos num dia em que visitámos a ´"célebre janelinha", no vale da lapa e na altura comentámos quão bela e "vestida" estava a ficar a encosta do castelo, vista daquele ângulo!!.
Quantos anos serão necessários para que o aspecto anterior seja reposto?!!. E, se porventura não puder atribuir-se a causas naturais as origens desta verdadeira calamidade ( o que não creio), então será bem mais lastimável!!.
Assim vamos ficando mais pobres.
A Igreja de Nossa Senhora do Castelo, aguentará mais um rigoroso Inverno??-o Património, seja de que tipo for , vai-se assim delapidando seja através da incúria ou da inércia humanas.
De O Cota a 2 de Novembro de 2008 às 23:37
Mais uma vez, foram dados muitos passos atrás na reflorestação natural do monte do castelo. Agora, talvez seja necessário esperar cinco, dez, ou mais anos para voltar a ver o local tal como se se encontrava. Vai sendo tempo das populações e até das entidades responsáveis se consciencializarem de que é necessário fazer mais e melhor no sentido de evitar este tipo de fogos. Principalmente, erradicar da mente de muitas pessoas, essa ideia peregrina de que nestes tipo de fogos o que arde é apenas mato, logo o prejuízo não é grande. Nada mais errado.
De João que Chora a 3 de Novembro de 2008 às 21:56
O homem não ligou à propriedade que era sua, não cuidou dela, como a maior parte não cuida. O homem como a maior parte pode-se dar ao luxo de ter terras porque ninguém lhe exige nada, nem sequer uma contribuição que o obrigue a ponderar se compensa ter terras. Por que não cuida aterra as silvas prosperaram e chegou lá e quis de maneira simples resolver o problema deitando-lhe o fogo. Este alastrou e deu no que está à vista. Claro que se asabe quem foi e como foi mas ninguém ousa levanatar o dedo. Eu também não levanto o meu porque sou chorão e medroso.
De Jarmeleiro a 4 de Novembro de 2008 às 00:16
Parece mentira mas é verdade. Muntas pessoas tem nos dias de agora as mesmas maneiras de prosseder que tinham á cinquenta anos. Dá a ideia que de antão para cá nada aprenderam sobre a importãncia de defender a natureza: Será de crer que não vêm a TV ou não lêem nada sobre estas coisas? Quando vier a morrinha a levar tudo a eito aí é que gritam por santa Bárbora . É uma grande tristeza ver estas coisas e ninguém tomar alguma atitude.
De Dofaleiro a 4 de Novembro de 2008 às 15:20
Horroroso este quadro pintado a carvão. Passei por ali no último Verão e só reconheço o local porque está lá o castelo para me tirar as dúvidas.
De Lagartixa a 4 de Novembro de 2008 às 18:42
Sabem quem foi, como foi e ninguém levanta um dedo? Pois então se a justiça dos homens não actua, que opere a justiça Divina; Um escaldão valente aos descuidados (sem por em causa as suas vidas) e seria remédio santo.
De Sentinela a 4 de Novembro de 2008 às 19:33
Olha a Lagartixa...!!! Há quanto tempo... Terá saído do buraco aquecida pelo fogo? Ou andará às avessas dos outros da sua espécie ficando activa no Inverno hibernando no Verão?
De "O Vila" a 5 de Novembro de 2008 às 22:55
De facto Sentinela tem razão. Que me lembre nem o sol do verão fez aparecer por aqui Lagartixa.
Tudo isto é em tom de brincadeira, claro.
Aproveitemos no entanto o nome deste animal bem nosso conhecido para lembrar que neste género de calamidades nem só as espécies vegetais desaparecem. Agora já nem as lagartixas existem em grande número; há umas dezenas de anos, observando-se a área ardida, poder-se-ia afirmar sem exagero, que algumas centenas de lagartixas, bem como outros animais, ficariam num verdadeiro churrasco que nem a outros animais sobreviventes serviriam de alimento!!.
Se não houver qualquer maneira de corrigir estes erros humanos, não ficaremos por aqui. Se nos posicionarmos no miradouro do adro da nossa igreja e olhando para toda a paisagem a nascente (também está a ficar bonita no que diz respeito ao aspecto de arborização), num ápice poderá ficar com o aspecto que vemos nesta fotografia do monte do castelo.
Aproveite-se a lição e, quem de direito, veja qual a maneira de levar à prevenção de tais erros humanos !!....
Pelo que li, na crónica do acontecimento descrita em "Renascer", na altura do atear do lume, estaria muito vento........não é necessária grande inteligência para adivinhar o que havia de seguir-se.
De Lagartixa a 13 de Novembro de 2008 às 17:53
Ausência algo prolongada do país, assim o determinou.
Como lagartixa que me prezo, gosto muito de calor, mas solar.
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