
Poucas povoações como Vilar Maior, tinham (ou têm), para além de uma praça, tantos largos. Bonita esta palavra, não é? Em desuso também com a perda das funções que os largos desempenhavam. Eram assim, como uma espécie de salas de espera, de salas de estar onde se desenrolavam conversas, jogos ou se aparecia um realejo o suficiente para despoletar um bailarico. Por vezes, palco de discussões acalorados ou mesmo de barulhos sangrentos. Tudo se passava no largo. Os vizinhos do cimo da vila tinham como principal, para além do comum e sagrado adro, o largo das Lajes; O largo das Portas, comum também, era mais um hall de entrada; depois havia o Terreiro, junto da Misericórdia.
E havia, há o Largo do Pelourinho onde a velhíssima acácia parece remoçar a cada ano que passa.
Retirada que foi a calçada primitiva (que não sei se sonho se era realidade tinha um desenho geométrico) está calçado da mesma pedra das outras ruas, nada que o singularize.
Foi deixada uma parte em terra com intenção de colocar floreiras e/ou jardim. O único problema que perspectivo é se vai haver alguém que o cuide. E se não houver, o melhor mesmo era ficar calcetado.
De Anónimo a 5 de Janeiro de 2009 às 14:27
Bem perante esta imagem, o que ressalta à vista de todos, é aquilo que todos os Vilarmaiorenses (e não só..), estão fartos de sater, isto é: asneira daquela grossa em que se chega ao despudor de se alargarem imóveis de tal forma que só faltou colocar o pelourinho debaixo da varanda já que arrancá-lo pela raíz daria demasiado nas vistas.
A acácia que tem sido testemunha dos anos vividos por nossos avós e os da vida de nós próprios, é árvore que terá de ser considerada um autêntico monumento, que todos amamos à nossa maneira, nas recordações e memórias !!.
De Sentinela a 5 de Janeiro de 2009 às 15:14
Imóveis privados a avançarem pelos espaços públicos? Como assim? Não foi isso que li há tempos num dos números do jornal "Renascer" Terei lido mal.
De anonimo a 7 de Janeiro de 2009 às 08:48
Refinada cobardia.
Escondido e de SENTINELA
De Anónimo a 7 de Janeiro de 2009 às 17:33
Blá, blá, blá ..!!!
E diz o roto para o nu; Então porque não te vestes tu?. E não é preciso ir à tropa (eu não fui) para saber que um setinela é diferente dum plantão.
SENTINELA alerta? Alerta está... SEMPRE.
De O cota a 5 de Janeiro de 2009 às 19:53
A Velhíssima acácia!!!. E que idade terá?
Eis a questão levantada por um grupo de garotos (no qual me incluía), quando sentados à sombra da mesma, lá por volta dos anos de 1953/54. Palpite puxa palpite, mas quanto mais palpitavam mais dúvidas sobravam. Foi então que na varanda da casa em frente (hoje pertença de um dos filhos do ti Zé da Ruvina ), surgiu o ti Francisco Cerdeira (pai da ti Laurinda Cerdeira) e logo um de nós atirou: quem deve saber a idade da acácia é o ti Cerdeira porque já é muito velho (andaria pelos oitenta anos). E, lesto, aí vai o grupo escadas acima na tentativa de esclarecer a dúvida. E a resposta veio célere; «Olhai rapazes. Os anos que a acácia possa ter eu não sei, mas já dizia o meu pai que já ouvia o pai dele dizer que tinha sido plantada quando ergueram o Pelourinho». A resposta não foi um primor de clareza para a garotada. Porém, tem toda a lógica e é uma hipótese muito plausível. Digo eu.
E já agora; Não será esta, entre muitas outras, uma das vantagem deste blog?
Estou como diz o outro: VALE A PENA PENSAR NISSO.
De Anónimo a 6 de Janeiro de 2009 às 22:50
Não era sonho, era realidade. O Largo do Pelourinho tinha desenho geométrico e continua a ter desenho geométrico. Quanto ao tipo de calçada tem o mesmo tipo , não das ruas que lhe ficam mais próximas, mas igual ás ruas do cimo da Vila , o que á partida o distingue mas que a foto não mostra, porque o que se vê na foto é paralelo e o que o largo tem para além do desenho geométrico é uma mistura de seixo com pedra que tudo indica que será a que já lá existia. As fotos valem o que valem ou aquilo que o fotografo quer que valham.
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