Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Abandonos

Caractel! Quantas vezes por aqui entrei! Então, home! Chegava cheio de calor abria a porta e cerrava o pstigo para deixar entrar a luz e a fresquidão.

Caractel, não me dizendes que não sabendes onde fica esta!

publicado por julmar às 16:40
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8 comentários:
De Jarmeleiro a 9 de Janeiro de 2009 às 17:07
Carátel ! Atão deixaste saltar as chibas prás côves das casas dos moiros home. Ai carátel olha que tu já ne stás aqui a bailhar nas pontas do dedos. Carátel maria!!! Quando se arrenegava terrincava os dentes que metia medo.


De Manuel Maria a 9 de Janeiro de 2009 às 17:51
Essa casa peretenceu ao Manel Rasteiro, do lado direito, a seguir ao portal da horta que amanhou a Isabel Costa e Joaquim Valente, na rua que vai da ladeira das moreiras às lajes, no cimo davila.
Conheço-lhe as pedras uma a uma, poque as retratei num quadro em 1989. Por cima, se a memória não me falha, do lado esquerdo da porta, havia um alpendre. Certo ou errado?


De O cota a 9 de Janeiro de 2009 às 19:48
Pois eu, meu caro manuel maria , não tenho tanta certeza disso, senão vejamos:
É verdade que a casa pertenceu ao ti Manuel Rasteiro;
É verdade que Fica na rua que descreve;
Mas, quanto a mim (não tenho a certeza), fica do lado esquerdo quando se sobe para as lages. A ser assim, esta era a casa de habitação da família (por isso lá está o postigo), ao passo que a tal do pequeno alpendre fica efectivamente do lado direito, mas trata-se de um palheiro da mesma família a que davam o no de mondanha. A minha única dúvida advém do buraco parcialmente visível do lado direito da porta, usual como encaixe dos suportes dos paranhos para guadar a palha e o feno.


De Anónimo a 9 de Janeiro de 2009 às 22:26
"Buraco parcialmente vizível , no lado direito da porta" estou pior que muntas vezes o amigo Jarmeleiro (cuja sabedoria nestas coisas admiro!!); na verdade o Cota deixou-me numa dúvida que reside no facto de não saber qual é o lado direito da porta?!!!. Quando lia o seu comentário, os meus olhos procuraram imediatamente o lado que ele considera o esquerdo da mesma. Se imaginarmos que a porta é uma radiografia pulmonar, asseguro com toda a certeza que o que fica de frente á nossa esquerda, correnponde exactamente ao pulmão direito (defeito de índole profissional, será??!!!!; ás vezes um tipo fica baralhado com simples coisas que lhe aparecem, como é o caso.
Agora não queria deixar passar a exibição deste tipo de porta para assinalar a existência do tal postigo a que aludi em comentário anterior relativamente à outra foto de porta exibida.


De O cota a 9 de Janeiro de 2009 às 23:33
Meu caro. Uma porta e um postigo, por junto, nem com muito boa vontade alguma vez darão um corpo humano. E o buraco de que falo, se é para assentamento do paranho, há-de ser forçosamente na parede. Também do lado esquerdo se vislumbra um outro, mas esse dava serventia ao poleiro das galinhas. E já agora não me leve a mal este pequeno reparo mas... uma meia porta nem sempre dá um postigo.
Tenha um bom fim de semana.


De João que chora a 9 de Janeiro de 2009 às 23:50
Que baralhação vai por aqui! A porta fica exactamente do lado direito no sentido ascendente para as lajes. Tratava-se efectivamente de uma casa de habitação. Para que raio os animais haviam de precisar de Postigo! E por que raio havia de o gado ter direito a nº de identificação (nº 5)?


De Anónimo a 10 de Janeiro de 2009 às 14:34
Cá pr'a mim a porta tem um lado direito para quem entra, funcionando inversamente para quem sai.
Isto é que vai aqui uma açôrda , como diriam os outros!!!!!!!!!!!!!!!.


De Anónimo a 10 de Janeiro de 2009 às 23:16
Era um homem de maus fígados e muito arrevesado. Porém, trabalhador como poucos. Com uma parelha de burros possantes, lavrava mais terra num dia que qualquer lavrador com uma junta de vacas, isto dito pelos próprios lavradores. E a prova estava na meda de centeio que colocava nas eiras, a qual nada ficava a dever à dos lavradores. Também era moleiro, cabreiro e mais para o fim foi pastor do seu próprio rebanho. E, se não erro, foi dos únicos da sua geração que resistiu à tentação demandar terras de França.


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