
Não diria que há portas boas e portas más, portas velhas e portas novas, portas com bom uso e portas sem uso nem bom nem mau. As portas obedecem, como todos os corpos leis universais. Às vezes, o mais importante é quem manda na porta., quem está do lado de lá. Neste caso, no lado de lá, há uma voz inconfundível que só já convida quem não sabe que não precisa de ser convidado.
Uma voz inconfundível e um pipo...
De Ribacôa a 11 de Janeiro de 2009 às 17:15
Diz o povo e com razão, que quem sai aos seus não degenera; Ou ainda; Tal pai tal filho. Óptimos exemplos de hospitalidade e da franqueza. As chaves das adegas escondidas em buracos das paredes que toda a gente conhecia (conhece) atestam isso mesmo. E a boa vontade de partilhar continua viva, muito embora o precioso nectar seja cada vez mais escasso. Como muito bem diz o título, há portas e portas. Há as entre abertas, as sempre abertas e as que se fecham para sempre. Façamos votos para que esta se mantenha sempre aberta e por muitos anos.
De Anónimo a 12 de Janeiro de 2009 às 23:09
E de facto, não degenerou!!. Trabalhador até à exaustão (podia estar bem regalado a gozar a merecida reforma....). Conservador até nos mais pequenos pormenores, numa de de partilhar com os demais, num ambiente de amizade sincera e desinteressada.
Paz e saúde para ele e para todos.
"Conservador" no sentido de respeitador das boas tradições, serto? è que existe outro tipo de conservadorismo...
no teclado o "s" é vizinho do "c". Justificado o erro...
De Anónimo a 13 de Janeiro de 2009 às 21:28
Conservador de boas e por vezes tão simples maneiras, herdadas de seu pai.
Algumas coisas que até, para nós quando crianças, tinham uma pitadinha de "pecado"; quem não recorda aquelas escapadinhas à adega (a outra), quando a missa da festa estava a terminar e enquantos e não se organizava a procissão...... sabia bem e fazem parte das peuenas coisas que preenchem a nossa vida. Anda Manel, não te faças rogado, dizia em surdina....e lá ia o grupinho matar o bichito, tal como o padre já fizera na missa!!!....
De Lian a 13 de Janeiro de 2009 às 21:52
Pronto. Perante este comentário, fico com a certeza de que o meu palpite batia certo.
De João que chora a 13 de Janeiro de 2009 às 22:08
Não nesta adega, mas na que fora de Albino Marques, junto da Igreja da Misericórdia, como diz o comentarista, na demorada missa da festa, que dá tempo para tudo, dava para passar por ali para comungar com os amigos: músicos da banda, o Lourenço da Guarda, os Marques (Carlos, Júlio), o Alberto do ti João Seixas, o Dr Leal Freira o mais fiel nestas presenças, e... tantos outros.
O que dói é que alguns já não estejam e não saber se voltaremos a estar!
De Ribacôa a 13 de Janeiro de 2009 às 23:25
Para alem desta adega onde os referidos (e outros) "fieis" comungavam na missa da festa, outra havia onde se cumpria o mesmo ritual na longa missa em louvor de Nossa Senhora de Fátima de segunda feira. Refiro-me, obviamente, à adega do saudoso João Monteiro. E confesso que na última festa ao passar na procissão em frente da mesma, fui invadido por uma enorme tristeza, por saber que aquela porta se fechara para sempre, findando assim o que se tornara uma verdadeira tradição. Dói e vai continuar a doer cada vez mais, quando outras portas se fecharem.
De Tiz a 15 de Janeiro de 2009 às 20:00
obrigada" Ribacôa "por ainda recordares o meu pai !É muito lindo saber que ainda é recordado por uma ou outra aventura ....OBRIGADA do fundo do coração.
De Anónimo a 15 de Janeiro de 2009 às 21:25
Recordar-se-á sempre, não quem deixou grandes palácios ou ficou ligado a obras de grande envergadura. Por mim, recordo aqueles que na sua simplicidade, semearam alegria espontânea e bem-estar em todos os que os rodeavam; aqueles que eram amigos verdadeiros e desinteressados.
(nota - comentário que não é de Riba-Côa).
De lian a 13 de Janeiro de 2009 às 00:08
Pois é!!! Cá por mim prefiro, sempre, as portas abertas. É certo que já entrei algumas (poucas) vezes em duas ou três adegas da vila e admito que uma delas tenha sido a que é servida por esta porta. Tenho uma ideia de a quem possa pertencer, mas não tenho a certeza. Por mero palpite e por fazerem alusão à franqueza (não que não haja outras pessoas dessa índole em Vilar Maior), diria que é do professor Mário Marques. Será?
De anónimo a 13 de Janeiro de 2009 às 22:53
Esta é a adega do meu avô Mário, herdada do meu bisavô João!!!!
Agradeço os comentários!!!!
Catarina, uma neta babada
De Anónimo a 15 de Janeiro de 2009 às 14:18
Pessoa de excelente carácter, o que em terra de muita gente mesquinha e intriguista, sobressai ainda mais.
Portanto, razão para baba a dobrar!
De Fiel ao Sr. "Leal" a 16 de Janeiro de 2009 às 11:56
Finalmente alguém com a coragem suficiente para caracterizar as gentes de Vilar Maior. Mesquinhas e intriguistas. Lá isso são, disso não há dúvidas.
De Anónimo a 16 de Janeiro de 2009 às 14:36
"Cuidado com o cão" (não era o nome de fiel que era dado a muitos cães na nossa meninice??).
Em todas as terras do mundo há pessoas com esses defeitos; há pessoas boas e más.
Compreendo que o propósito é lançar lenha para a fogueira, fazendo crescer a lambra.......
Vem a propósito lembrar que na tal tradição de ir à adega no decorrer da missa da festa.....era dos primeiros a avançar (para provar e beber a "zurrapa", segundo ele).
De Anónimo a 16 de Janeiro de 2009 às 14:59
E eu apostaria dobrado contra singelo em como tu, sob a capa fiel e armado em puro, és de Vilar Maior. Logo , como não fazes excepções, és o quê?
De Anónimo a 16 de Janeiro de 2009 às 21:49
VILARMAIORENSE DOS CINCO COSTADOS, ATÉ QUE UM DIA A TERRA ME ENGULA!!!!!:
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