Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Corria o ano de 1964. O padre Lúcio chega à aula de Matemática entusiasmado a mirar um disco, um Long Play. Chama por mim e mandou-me buscar um Gira discos. Pela primeira vez ouvia música numa aula, numa aula de matemática. Só muitos anos mais tarde compreendi a ousadia, o risco que este homem correu. Ensinou-me pouco de matemática, ou talvez eu tenha aprendido pouco. Mas a letra e a música nunca mais a esqueci.
De Anónimo a 24 de Janeiro de 2009 às 17:56
Hilariante.
1964. No seminário de Braga o padre e o seminarista, intimos amigos, mordem a mão que lhes dá de comer.
Pobres e mal agradecidos.
De
julmar a 24 de Janeiro de 2009 às 19:55
Não faço questão que os comentaristas do blog não assumam a identidade e que façam juízos a meu ver injustos. Respeito quem pensa diferente de mim. Porém, já não é correcto inventar factos: não se trata do seminário de Braga e a expressão "amigos íntimos" também não consta do texto.
De Anónimo a 25 de Janeiro de 2009 às 21:34
Neste local há lgar para que cada um manifeste as suas ideias, maneiras de pensar e sentir. Porém, não lhe dá direito a usar palavras ou modos de dizer que possam ferir as sensibilidades daqueles a quem se dirigem.
Diferentes maneiras de ver as coisas, é algo que temos que respeitar ainda que estejam no oposto daquilo que nós achamos....singrar por palavras ou expressões de preciativas ou com segundas intenções, apenas diminui a quem as profere.
De Anónimo a 24 de Janeiro de 2009 às 22:58
Felizes dos que bafejados pela sorte, puderam então frequentar seminários. Louvem-se as mentes abertas e a coragem de todos os padres Lúcios daqueles tempos.
De Anónimo a 25 de Janeiro de 2009 às 21:52
Concordo com o que Anónimo refere mas deixe-me que lhe diga que muitas vezes, e neste caso em particular da frequência dos seminários, nem sempre era uma questão de sorte. Muitos houve que frequentaram os ditos mas se fizerem um estudo aprofundado acerca dos sacrifícios feitos pelos pais e irmãos mais velhos, verificará que nem sempre era uma questão de sorte!!!!.
De Anónimo a 25 de Janeiro de 2009 às 23:31
Quando falo em sorte, é para realçar a má fortuna daqueles que não o puderam fazer, com ou sem ajudas. Mas... É a lei da vida. E não custa reconhecer que em termos de instrução, essa via foi um oásis no deserto, principalmente nessa região do País.
De Anónimo a 27 de Janeiro de 2009 às 22:56
É verdade. Onde havia escolas secundárias; onde havia transportes??.
O ensino secundário apenas existia em algumas cidades nas poucas povoações que tinham direito a esse título. Não é como agora que toda a aldeia um pouco maior já tem título de vila e daí até ao de cidade é um pulinho.
Nas aldeias das beiras e trás-os-montes foram de facto os seminários que levaram alguns a singrar nos estudos. Bem conhecemos a história de alguns políticos que tiveram dois géneros de fiéis e que não interessa discutir.
Não foram os seminários e muitos só teriam futuro como emigrantes (a maioria), continuar a trabalhar "para aquecer" no campo ou, eventualmente, seguir algunas carreiras nas forças policiais!!.
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