
Haveria por perto habitações, um povoado, que não se faz uma igreja sem haver fieis. Fágeis habitações que com os anos ruíram e outras se ergueram.
Este é seguramente o monumento mais antigo de Vilar Maior, anterior ao castelo. Das rochas circunvizinhas terão sido extraídas as pedras que a constituem. Estão ainda bem visíveis as marcas do corte da pedra. E na construção, a quem nela bem atentar, observará várias reconstruções, consertos, remendos, alterações. Tivera tempo e havia de o gastar no deslindar deste testemunho de gentes que a olharam com os olhos do tempo que viveram.
De "O Vila" a 25 de Janeiro de 2009 às 22:17
Quem não gosta de ver fotografias de locais pertencentes a Vilar Maior??!!- porém quando aparece algo que nos recorde a Igreja da Senhora do Castelo, imediatamente os nossos pensamentos nos transportam para a entrada principal desta antiga igreja e um não sei quê de tristeza nos invade ao recordarmos as ruínas em que se encontra e muito principalmente se nos lembramos que, nos tempos que ora correm, as perspectivas de restauro serão nulas. Por mim acredito mesmo, não querendo ser derrotista, que o destino a médio prazo, se quedará num montão de pedras após a sua derrocada.
Outro tanto acontecerá com o castelo, com o decorrer dos anos e quando começamos a sentir a perda do gosto pelos mais jovens (e não só) das coisas tradicionais e históricas; até mesmo o orgulho da nacionalidade. A União Europeia e a crença "na aldeia global" trazem imensos benefícios mas que têm o seu preço!!!!. Quero ressalvar aqui o amor a Portugal sentido pelos nossos emigrantes que, esses sim, o mantêm bem vivo a cada dia que passa. Mas cuidado que o mesmo, muito provavelmente, já não se aplicará a alguns filhos e netos.
Bem, não pensemos em coisas tristes e desejo a todos uma BOA SEMANA.
E a reconstrução, sendo românica, ven-do-se pelo coruchéus da cornija em estilo românico, o anterior era seguramente mais antigo.
De Anónimo a 29 de Janeiro de 2009 às 14:25
Coruchéu? treleu!
Até vem na wikipédia:
"Coruchéu é o remate piramidal de uma torre ou de um campanário."
Cachorros?
Mísulas?
De Anónimo a 30 de Janeiro de 2009 às 18:09
Calha a todos:
"De Alpedrinha era o cardeal costa, do tempo de D. Afonso V e D. João II, famoso cardeal de alpedrinha. O saraiva é de Gagos do Jarmelo e nosso contemporãneo."
E tb houve um em Ponte de Lima.
De Jarmeleiro a 27 de Janeiro de 2009 às 23:08
Ora como não estou a gostar de tanto silêncio aí vão uns versos que encontrei pra aqui num livro bastante antigo, em lovor da Senhora do Castelo.
Ó Senhora do castelo
Protegei esta princesa,
Nunca lhe deixeis robar
O manto da realeza.
Ó Senhora do Castelo
ja`vos varreram o terreiro,
Foram os anjos da noite
Com raminhos de loureiro.
Ó Senhora do Castelo
O menino está a chorar,
Deita-o aqui nos meus braços
Que é pra eu o arrolar.
Ó senhora do Castelo
Viradinha prá ribeira,
Abençoai Vilar Maior
E dai paz à terra Inteira.
Ó Senhora do Castelo
Lá no cimo da fragada,
És a estrela da manhã
Que anuncia a madrugada.
Ó Senhora do Castelo
Os romeiros já lá vão,
Levam paz no seu olhar,
Levam Deus no coração.
Uma boa noute a todos.
De Anónimo a 28 de Janeiro de 2009 às 13:52
P'ra animar:
O passado, sempre as glórias do passado.
A saudade triste, lamurienta cansa.
E o futuro?
Nenhuma contribuição relevante de tão cultos, bem sucedidos e bem cheirosos filhos da terra.
Esperar apenas que os que ficaram morram ou vão para um lar em terras estranhas!
Vêm à festa, quando vêm, mostram os sinais da sua prosperidade (?), bebem e comem em casa dos que ficaram (que humildemente lhes dão o melhor que têm), e estes quando os veem ir embora mais arrependidos ficam de não ter feito o mesmo.
Belo "remoque"! Só não diz que à saída, até sacodem o pó das botas, para o não levarem agarrado...
Quer os que ficam, quer os que partem, ficam de coração partido; estou certo.
De Anónimo a 29 de Janeiro de 2009 às 14:12
"corazon partido" não é uma canção dum filho do Júlio ...Iglésias?
De Fiel ao Sr. "Leal" a 29 de Janeiro de 2009 às 13:16
Digam lá agora que eu não tenho razão. Vilar Maior e Vilarmaiorenses é muita parra e pouquíssima uva. Mas intelectuais, lá isso eles são.
De Lian a 1 de Fevereiro de 2009 às 23:58
Mas também há por aí quem diga que os invejosos em vez de sentirem prazer com o que possuem, sofrem com o que os outros têm .
De Anónimo a 2 de Fevereiro de 2009 às 21:19
Nada mais verdadeiro, infelizmente.
De
julmar a 2 de Fevereiro de 2009 às 22:24
Essa é mesmo a definição de inveja: não é querer ter como o outro, mas querer que o outro não tenha.
Já agora um livro interessante sobre o tema em:
http://badameco.blogs.sapo.pt/
mesmo ao lado
De Tonho a 2 de Fevereiro de 2009 às 22:48
Mas há mais tais como:
Os ataques de inveja são os únicos em que o agressor, se pudesse, preferia fazer o papel da vítima.
De Dofaleiro a 3 de Fevereiro de 2009 às 21:54
Um povo sem memória do passado é um povo sem história. E, sem história, sem passado, não há futuro. Por isso, deixe-se de bagatelas. Leia, instrua-se. Talvez ainda vá a tempo de deslindar outros horizontes.
De Dofaleiro a 4 de Fevereiro de 2009 às 00:02
No meu comentário anterior reporto-me ao comentarista que, obcecado pelo futuro, despreza o passado e distorce o presente pensando que o centro do mundo é Vilar Maior, aldeia da qual, por sinal, muito gosto..
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