Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Senhora do Castelo, uma vez mais

Haveria por perto habitações, um povoado, que não se faz uma igreja sem haver fieis. Fágeis habitações que com os anos ruíram e outras se ergueram.

Este é seguramente o monumento mais antigo de Vilar Maior, anterior ao castelo. Das rochas circunvizinhas terão sido extraídas as pedras que a constituem. Estão ainda bem visíveis as marcas do corte da pedra. E na construção, a quem nela bem atentar, observará várias reconstruções, consertos, remendos, alterações. Tivera tempo e havia de o gastar no deslindar deste testemunho de gentes que a olharam com os olhos do tempo que viveram.

 

publicado por julmar às 18:21
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17 comentários:
De "O Vila" a 25 de Janeiro de 2009 às 22:17
Quem não gosta de ver fotografias de locais pertencentes a Vilar Maior??!!- porém quando aparece algo que nos recorde a Igreja da Senhora do Castelo, imediatamente os nossos pensamentos nos transportam para a entrada principal desta antiga igreja e um não sei quê de tristeza nos invade ao recordarmos as ruínas em que se encontra e muito principalmente se nos lembramos que, nos tempos que ora correm, as perspectivas de restauro serão nulas. Por mim acredito mesmo, não querendo ser derrotista, que o destino a médio prazo, se quedará num montão de pedras após a sua derrocada.
Outro tanto acontecerá com o castelo, com o decorrer dos anos e quando começamos a sentir a perda do gosto pelos mais jovens (e não só) das coisas tradicionais e históricas; até mesmo o orgulho da nacionalidade. A União Europeia e a crença "na aldeia global" trazem imensos benefícios mas que têm o seu preço!!!!. Quero ressalvar aqui o amor a Portugal sentido pelos nossos emigrantes que, esses sim, o mantêm bem vivo a cada dia que passa. Mas cuidado que o mesmo, muito provavelmente, já não se aplicará a alguns filhos e netos.
Bem, não pensemos em coisas tristes e desejo a todos uma BOA SEMANA.


De Manuel Maria a 26 de Janeiro de 2009 às 08:25
E a reconstrução, sendo românica, ven-do-se pelo coruchéus da cornija em estilo românico, o anterior era seguramente mais antigo.


De Anónimo a 29 de Janeiro de 2009 às 14:25
Coruchéu? treleu!
Até vem na wikipédia:
"Coruchéu é o remate piramidal de uma torre ou de um campanário."
Cachorros?
Mísulas?


De Manuel Maria a 30 de Janeiro de 2009 às 16:20
cachorros...


De Anónimo a 30 de Janeiro de 2009 às 18:09
Calha a todos:
"De Alpedrinha era o cardeal costa, do tempo de D. Afonso V e D. João II, famoso cardeal de alpedrinha. O saraiva é de Gagos do Jarmelo e nosso contemporãneo."
E tb houve um em Ponte de Lima.


De Manuel Maria a 1 de Fevereiro de 2009 às 01:07
no melhor pano...


De Jarmeleiro a 27 de Janeiro de 2009 às 23:08
Ora como não estou a gostar de tanto silêncio aí vão uns versos que encontrei pra aqui num livro bastante antigo, em lovor da Senhora do Castelo.

Ó Senhora do castelo
Protegei esta princesa,
Nunca lhe deixeis robar
O manto da realeza.

Ó Senhora do Castelo
ja`vos varreram o terreiro,
Foram os anjos da noite
Com raminhos de loureiro.

Ó Senhora do Castelo
O menino está a chorar,
Deita-o aqui nos meus braços
Que é pra eu o arrolar.

Ó senhora do Castelo
Viradinha prá ribeira,
Abençoai Vilar Maior
E dai paz à terra Inteira.

Ó Senhora do Castelo
Lá no cimo da fragada,
És a estrela da manhã
Que anuncia a madrugada.

Ó Senhora do Castelo
Os romeiros já lá vão,
Levam paz no seu olhar,
Levam Deus no coração.

Uma boa noute a todos.



De Anónimo a 28 de Janeiro de 2009 às 13:52
P'ra animar:
O passado, sempre as glórias do passado.
A saudade triste, lamurienta cansa.
E o futuro?
Nenhuma contribuição relevante de tão cultos, bem sucedidos e bem cheirosos filhos da terra.
Esperar apenas que os que ficaram morram ou vão para um lar em terras estranhas!

Vêm à festa, quando vêm, mostram os sinais da sua prosperidade (?), bebem e comem em casa dos que ficaram (que humildemente lhes dão o melhor que têm), e estes quando os veem ir embora mais arrependidos ficam de não ter feito o mesmo.


De Manuel Maria a 29 de Janeiro de 2009 às 11:56
Belo "remoque"! Só não diz que à saída, até sacodem o pó das botas, para o não levarem agarrado...
Quer os que ficam, quer os que partem, ficam de coração partido; estou certo.


De Anónimo a 29 de Janeiro de 2009 às 14:12
"corazon partido" não é uma canção dum filho do Júlio ...Iglésias?


De Fiel ao Sr. "Leal" a 29 de Janeiro de 2009 às 13:16
Digam lá agora que eu não tenho razão. Vilar Maior e Vilarmaiorenses é muita parra e pouquíssima uva. Mas intelectuais, lá isso eles são.


De Lian a 1 de Fevereiro de 2009 às 23:58
Mas também há por aí quem diga que os invejosos em vez de sentirem prazer com o que possuem, sofrem com o que os outros têm .


De Anónimo a 2 de Fevereiro de 2009 às 21:19
Nada mais verdadeiro, infelizmente.


De julmar a 2 de Fevereiro de 2009 às 22:24
Essa é mesmo a definição de inveja: não é querer ter como o outro, mas querer que o outro não tenha.
Já agora um livro interessante sobre o tema em:
http://badameco.blogs.sapo.pt/
mesmo ao lado


De Tonho a 2 de Fevereiro de 2009 às 22:48
Mas há mais tais como:
Os ataques de inveja são os únicos em que o agressor, se pudesse, preferia fazer o papel da vítima.


De Dofaleiro a 3 de Fevereiro de 2009 às 21:54
Um povo sem memória do passado é um povo sem história. E, sem história, sem passado, não há futuro. Por isso, deixe-se de bagatelas. Leia, instrua-se. Talvez ainda vá a tempo de deslindar outros horizontes.


De Dofaleiro a 4 de Fevereiro de 2009 às 00:02
No meu comentário anterior reporto-me ao comentarista que, obcecado pelo futuro, despreza o passado e distorce o presente pensando que o centro do mundo é Vilar Maior, aldeia da qual, por sinal, muito gosto..


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