Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Fonte Nova

Nova sem saber a data; nova porque mais abaixo existe a Velha. Certo é que no pedestal ao cimo a ao centro tinha uma cruz. Está lá o sítio de incrustração. Tal como havia um pedestal de uma outra cruz ao portão do Chão de S. Pedro com a datação de 1888? Onde anda tal pedestal?

publicado por julmar às 22:00
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21 comentários:
De Manuel Maria a 19 de Março de 2009 às 23:04
"arrebanhados" ambos...


De "O Vila" a 19 de Março de 2009 às 23:25
Razão para se dizer que alguns não estariam contentes com o número de cruzes da sua vida e resolveram coleccionar mais umas tantas que não eram só pertença deles!!!!.


De Manuel Maria a 20 de Março de 2009 às 00:24
Eu dispenso a minha a quem a quiser...


De "O Vila" a 19 de Março de 2009 às 23:18
Não sei se estarei errado, os anos passados já são bastantes, mas diria que me lembro de que junto portão do chão de S. Pedro não existir apenas o pedestal mas a cruz que ostentava. Também quase em frente ao enxido existia outra cruz, essa completa, disso me recordo perfeitamente. Tinham beleza os caminhos nessa época, falando nos vários sentidos que se lhe queira atribuir.
Não é que haja falta de cruzes já que cada um tem a sua que tem de carregar e se torna mais leve ou mais pesada consoante o espírito que assiste a cada um que a transporta.
Vivi algures numa casa em que ao princípio tinha um caminho um pouco escalavrado e altas horas da noite costuma passar o coxas (assim era o apelido do homem), o seu grãozito na asa em direcção ao "seu ninho". Eu já estava na cama pronto a dormir. De repente... catrapuz ...lá aterrava o pobre do coxas. Logo de seguida ouvia-o levantar-se e desabafar com voz firme: "coxas...em frente e cara alegre".
Será melhor encararmos desta maneira a cruz que todos carregamos (ainda que nos sintamos mais leves, sem os copos que lhe aumentavam o peso)!!.
Um bom mote para o nosso amigo Jarmeleiro, meter "uma bucha" ao seu jeito, caso esteja para aí virado.
Boa note para ele e para todos.


De Manuel Maria a 20 de Março de 2009 às 00:23
Era a via-sacra do coxas... E o coxas cai pela terceira vez...


De Manuel Maria a 20 de Março de 2009 às 00:25
... Pai Nosso e Avé Maria.


De agent-provocateur a 21 de Março de 2009 às 15:59
Reynaldo dos Santos no Vol. I da sua monumental obra Oito Séculos de Arte Portuguesa faz na página 382 uma referência em nota de roda-pé a esta fonte, e sugere que talvez Nicolas Salvi se tenha aqui inspirado para a sua Fontana di Trevi.
É portanto da primeira metade do séc, XVIII.


De Manuel Maria a 21 de Março de 2009 às 16:23
Poderá não ser a Fontana de Trevi, que só é ornamntal; mas na sua rusticidade e singeleza matou a sede a quem lhe passou no caminho.
A Romana poderá ser tudo, menos fonte!
É que uma fonte, é para matar a sede, não para encher os olhos!


De "O Vila" a 21 de Março de 2009 às 19:11
"A cabeça" da pessoa que concebeu esta singela Fonte Nova, se vivesse com as condições que foram dadas a Nicolas Salvi , quem sabe poderia deixar para a posteridade muitas e belas "fontanas de trevi "???!!!!!!.
Toda a razão para Manuel Maria.


De João que Chora a 21 de Março de 2009 às 19:48
Claro que as coisas são aquilo que são. Uma fonre é uma fonte. A fonte serve para fornecer á gua para isto e para aquilo. Mas como em todos os fenómenos humanos tudo se liga a tudo e quem o liga a seu modo o faz. Vai daí, aqui se acrescenta e ali se tira e a coisa que parecia tal como era vai mudando de figura. E se o autor da narrativa for histórico como Hermano Saraiva e disser: "Foi aqui, precisamente, aqui que o príncipe se enamorou da princesa ..." passará aos livros de História. Se o contador for o Zé da Adília e a coisa for bem engendrada ao gosto de história de escárnio ou de amor bem que pode passar de geração em geração sem que nunca tenha passado pelo discurso escrito.
Eu não sabia que Nicolas Salvi fora o arquitecto da fonte de Trevi, em cujo rebordo me sentei numa quente noite de Agosto e que, supersticioso como sou lancei a moeda lá dentro. A moeda afundou-se e os desejos formulados( que não recordo, afundados ficaram). Mas não resisto em pedir ao gestor do blog que ponha uma fotografia de uma fonte que é espectacular.


De Manuel Maria a 22 de Março de 2009 às 16:04
Uma sugestãoo também ao "gestor do blogue" para que ponha aqui a "história do príncipe que namorou a princesa, junto a esta fonte...", querendo, claro e trocando oas identidades...
Só para o "João que chora" ver que as águas desta fonte também contam muitas histórias.


De O Cota a 22 de Março de 2009 às 23:32
As águas desta fonte já contaram as histórias que tinham de contar meu caro Manuel Maria. Explicando melhor: a fonte e principalmente o recinto envolvente, foram há uns anos atrás objecto de significativos melhoramentos, os quais contribuíram para tornar aquele espaço muito apelativo quer para os namorados poderem passar uns momentos agradáveis quer para alguém ali degustar um bom farnel. Só que, passados poucos anos, aconteceu o que acontece em muitos casos similares; Talvez por falta de verbas para a sua manutenção, as silvas e as ervas daninhas assoberbam o espaço, o que é caso para questionar se terá valido a pena o investimento. Mas isto não é tudo. É que a fonte, pelo menos no penúltimo Verão, não tinha água. Consta que o proprietário da casa que se encontra cerca de cinquenta metros a sul , não sei se por furo artesiano se através de poço, aterá cortado a veia de água que a alimentava e ninguém tugiu nem mugiu. Ora, uma fonte sem água, para alem de ser a sua própria negação, é pior que... um jardim sem flores.


De Manuel Maria a 23 de Março de 2009 às 13:40
Se é assim... já contaram mesmo!


De agent-provocateur a 26 de Março de 2009 às 19:50
Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito...


foi aqui, nas margens do cesarão e não do mondego, que o vate se inspirou.



De Jarmeleiro a 29 de Março de 2009 às 22:41
Lá está vocemecê mais uma vez a fazer escárnio das cousas simples e piquenas. Não é preciso ser dotor pra saber dessas cousas da fonte dos amôres e de como tudo se passou. Aonde, porquê e como aconteceu a morte da Dona Inês de Castro, de quem a matou e a mando de quem. Eu por sorte até tanho práqui um livrito do Fernão Lopes que esplica tudo tim tim por tim tim. Tamém tanho os lusíadas do nosso grande Camões. Mas pra mim nem era preciso, porque quem como eu fêz a 4 ª. classe à maneira antiga basta-me um piqueno livrito de história por onde estudei, de Tomás de Barros, de 1948, só com 200 folhas munto pequenas e muntas delas aquase ocupadas com os retratos (que não o são) dos reis e outras pessoas improtantes, aonde vem aquase tudo, incluso do Estado Novo. Mas o que nenhum desses livros diz e por môr disso é que vocemeçê tamém não sabe, é que foi mesmo à beirinha do rio Cesarão que se escondeu por alguns dias um dos matadores de Inês de Castro . O único que conseguiu escapar ao mau génio de D. Pedro I (mau génio por terem tirado a vida ao seu grande amôr, pois dizem que ele tinha um coração de oiro pró povo), de seu nome Diogo Lopes Pacheco, quando afugia prá França. Ele escondeu-se ali na chamada Casa Branca (veijam a impotância da Vila ... - até tem uma casa com este nome-) da qual inda srestam as ruinas e que fica ali à beirinha da açude dos Regatos. Ora, como isto não é dos livros (que eu saiba) mas sim da sabedoria popular ou das lendas, as pessoas ilustradas que brincam com certas situações não sabem nem tem obrigação de saber. E é por môr disso que eu, no que posso e sei, cá stou pra ajudar.
Munto boa noute a todos.


De Manuel Maria a 30 de Março de 2009 às 15:38
Jarameleiro... Não foi um dos matadores de Inês de Castro, que se refugiou em Vilar Maior...
Foi o matador de Maria Teles, irmã de Leonor Teles, mulher de D. Fernando. E o matador, esse sim, era filho de D. Pedro, de nome D. João e meio-irmão de D. Fernando e D. João I, mestre de Aviz.


De Jarmeleiro a 30 de Março de 2009 às 23:07
Ora ela! Inda se tivesse matado a Lianor Teles que soa que era mulher de má postura. Mas a irmã? E vá lá saber-se porquê ... Mas munto bem haja por me ter imendado . É que isto é uma questão de fontes que era o assunto do comentáiro . E ele há muntas fontes. Há as grandes (como a Luminosa de Lisboa e essa tal de Trevi ), as piquenas , as fontes novas e as velhas as dos amores e as dos desamores. Tamém há fonte da Mina, a fonte Fria e a fontinha do Seixal. Há as de áugas claras e frescas, as de áugas ludras e cálidas e até há as fontes secas. Quero eu dezer com isto que a sua fonte era das grandes e de bôas áugas . A minha não. Sendo uma fonte menor, dos mais pobres, como quem diz... vinda dos dezeres do povo, a água que dela correu foi poca , de má qualidade ( ludra como as trevas). Mas tamém le digo que ocasiões há que são as únicas que nos dão um fio de áuga que mesmo turva dá para matar a sede.
Mais uma vêz o meu bem haja e tanha uma boa noute .


De Lian a 31 de Março de 2009 às 19:15
A subtileza de Jarmeleiro !
Enganou-se?!!! Mas conseguiu sair airosamente pela porta da frente com o argumento da fonte... de águas "ludras" .


De Manuel Maria a 1 de Abril de 2009 às 00:50
Um "pàssaro esperto", este Jarmeleiro... que dá "àgua pela barba" a muito doutor!


De Manuel Maria a 1 de Abril de 2009 às 00:46
Em tempo de sede, cada um bebe da água que lhe corre a geito... e às vezes a mais clarinha até nem é a mais saborosa.


De VM4ever a 22 de Março de 2009 às 19:46
Belas tardes de verão passadas nesta fonte, nos bancos ali ao lado :)


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