Quinta-feira, 2 de Maio de 2019

A Praça da Vila

Inscrição praça.jpg

Os mais antigos documentos da Humanidade encontraram na pedra o seu principal material quer enquanto elemento construtivo, quer enquanto suporte da expressão criativa do homem ou da inscrição de acontecimentos. A história de Vilar Maior está escrita em pedra. Deixo aqui esta inscrição pedindo ajuda para a sua leitura. A pedra, um cubo granítico, encontra-se no  canto do cais da praça, frente ao mirante. Antes da última remodelação da Praça que ali a colocou, felizmente, com a face com a inscrição para fora, ela servia de base a um dos vários penicotos existente na mesma, e que foi pena que os mesmos penicotos não continuassem a fazer parte da sua decoração. 

Aquilo que se lê sem dificuldade:

De 1828

A.Gta

Com bastante certeza, poderemos dizer que a Praça, como a conhecemos antes da última intervenção ladeada a nascente e a norte por muro que a suporta numa superfície plana, terá sido feita em (ou por volta)1928, período em que a Junta da Paróquia era formada por Manuel Marques, Albino Freire e António Gata, sendo este seu presidente. Além desta obra, na década de 20, ter-se-á feito o cais do Pelourinho; fez-se o actual cemitério (com a pedra do corpo da Igreja da Senhora do Castelo; construiu-se o corpo da capela do Senhor dos Aflitos com a pedra das ruínas da capela do Espírito Santo, onde nem uma cruz foi erigida par nos lembrar a existência desse lugar sagrado. António Gata (1870-1938)  é uma figura indelével da primeira metade do século XX. Proprietário abastado era um dos maiores lavradores de então. Mas era sobretudo O Comércio que o ocupava e que na época era o grande centro abastecedor da região e onde se podia encontrar quase tudo o que era necessário, desde o vinho, aguardente, tabaco, mercearia, vestuário, louças, enxofre, pólvora e rastilho, às necessidades de muitos ofícios desde as costureiras e alfaiates aos sapateiros, aos ferreiros, aos pedreiros, aos carpinteiros, aos caiadores e à folha de Flandres com que o latoeiro havia de fazer um vasto conjunto de artefatos necessários à vida doméstica e à agricultura. Centenas de produtos. 

Terá sido por essa altura, que António Gata terá introduzido na vila um material que seria concorrente da pedra: o cimento. Terá, então, mandado construir à entrada do seu estabalecimento, constituído de taberna e Comércio, um terraço, dois degraus acima da rua, feito com o referido material que lhe deu o nome: O Cimento que sobranceiro à Praça viria a tornar-se no local mais simbólico da Vila. 

publicado por julmar às 16:03
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