
Ao centro Júlio Palos, ladeado por dois elementos : António Luìs de Britoda, maestro e José Pina, Diretor da Banda Filarmónica de Loriga
Segundo testemunho de um dos presentes na fotografia, António Luís de Brito, estamos no ano de 1969. O chafariz, com inspiração na arquitetura do castelo, cujas ameias inferiores serviam para colocar os cantâros, era um monumento recente que para além da serventia de àgua com duas bicas, era o orgulho dos vilarmaiorenses, procurado para tirar uma foto de memória para os vindouros. Como esta. O chafariz tornou-se um lugar de intensa sociabilidade: Era às mulheres que incumbia irem buscar o cântaro da água, mas eram sobretudo as raparigas solteiros que o desejavam, pela água mas, sobretudo, para se mostrarem. Como a Leonor de Camões:
Descalça vai para a fonte
Descalça vai para a fonte
leonor pela verdura;
Vai formosa e não segura.
Leva na cabeça o pote,
O texto nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata.
Sainho de chamalote;
Traz a vasquinha de cote.
Mais branca que a neve pura;
Vai formosa e não segura.
Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro o trançado,
Fita de cõr de encarnado,
Tão linda que o mundo
espanta;
Chove nela graça tanta
Que dá graça a formesura;
Vai formosa e não segura
Ao aproximar-se a festa do sr dos Aflitos, os rapazes solteiros, grupo com um estatuto especial, roubava, durante a noite, os vasos de flores que as raparigas solteiras haviam cuidado, sabendo bem ao que estavam destinadas: enfeitar o chafariz durante os dias da Festa.
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