Desta vez fui bem enganado. Eu que tenho um blog que alguém, com alguma razão, apelidou de obituário, encomendei o presente livro por pensar que o autor trataria, a sério ou a brincar, da perpetuação do legado dos defuntos. Porque na minha aldeia todas as pessoas são importantes e todas têm uma história que mereceria ser contada, sempre que os sinos tocam a sinal para anunciar (onde o som dos sinos chega) a morte de um conterrâneo, eu no blog faço chegar a notícia até aos confins da terra. Primeiro era o sacristão (o ti Junça, o Daniel, o Alexandre e, por fim, o Chico), agora, que não há sacristão, é um mecanismo elétrico que coloca os sinos a badalar ou mais exatamente a martelar. Não é a mesma coisa. Também eu um dia morrerei e ninguém mais saberá quem morreu, nem escreverá as breves linhas deo epitáfio do 'requiescat in pace'. Até já me passou pela cabeça escrever o epitáfio de todos os velhos da aldeia, incluindo o meu, e deixar encarregado alguém que na hora carregasse no botão: publicar. Dizem os entendidos que uma das primeiras manisfestações ou expressões de humanidade tem a ver com o culto dos mortos provado ao longo da história quer por monumentos gigantescos como as Pirâmides dos egípcios, pela diversidade de artísticos túmulos e de panteões, aos túmulos escavados nas rochas ou ás campas rasas do cemitério da minha aldeia. Pois, o meu blog é, assim, uma espécie de necrópole onde poderão ver a fotografia do ente querido e umas breves palavras que espelham o melhor da sua viagem terrena. Talvez, com o passar dos anos seja quanto fica, não lavrado em pedra mas numa matéria imaterial, perdoe-se o paradoxo. Concluindo, acho, pois, que é um trabalho valioso. Preservar a memória dos mortos. Com a vantagem de que nenhum deles reclamará.
Mas, afinal, por que fui bem enganado?
Porque, esperava uma coisa e saiu-me outra que está completamente dentro dos meus interesses: Andar. E li com gosto a descrição da viagem que o personagem principal faz : O Caminho de Santiago que sempre quis fazer, não fiz e agora não sei se ainda me atrevo.
Como ensinamento devemos saber que no caminho de Santiago ou no caminho da vida todos transportamos uma mochila. Devemos saber o que transportar nela e o peso que carregamos. Saber o que é necessário, deitar a tralha fora.
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