Segunda-feira, 1 de Abril de 2019

O Renascimento da Vila

década de 20a - Cópia.jpg

 

Eu, blog de Vilar Maior, após anos de insistência e resistência, senti-me cansado ao ponto de só dar sinal de vida quando alguém morria. Ora, ainda que a morte faça parte da vida, não foi para isso que eu nasci.

E, finalmente, acordei para dar boas notícias. 

Em recente Conselho de Ministros, Vilar Maior foi escolhida, juntamente com outras aldeias, para, num programa de acesso a fundos comunitários, entrar num projeto piloto que tem como objetivo dar corpo às medidas de combate à desertificação dos territórios de baixa densidade que o governo da Geringonça se propôs no início da legislatura. E tudo leva a crer que não sejam medidas eleitoralistas, pois, segundo fontes credíveis há trabalho feito e medidas muito concretas, às quais tivemos acesso. 

Talvez a mais surpreendente de todas seja a que prevê a restauração da antiga cidadela que nós conhecemos por Cimo da Vila. O plano consiste na preservação das ruínas existentes. Para tanto o Cimo da Vila vai ter um acesso restrito sendo apenas acessível, pela entrada principal, o Arco, que, restaurado, terá um portão com o mesmo desenho do existente na entrada do Adro. Apenas os residentes terão acesso livre (através de códigos). Todas as restantes pessoas terão de pagar uma taxa de entrada, a definir. As obras no Cimo da Vila, incluem entre outras: Restauro da Torre de Menagem, consolidação da ruína da Senhora do Castelo e restauro da Sinagoga (tendo já sido contratados os artistas que restauraram a da vizinha freguesia de Malhada Sorda). Serão restauradas algumas casas destinadas à instalação de ofícios artesanais outrora existentes: ferreiro, latoeiro, cesteiro, cadeireiro, brocheiro, alfaiate, sapateiro, entre outros.

Porém, nem tudo ficará pelo Cimo da Vila. As Hortas da Ribeira voltarão a ser como as conhecemos nos anos de 50 e 60 produzindo cebolas, cenouras, beterrabas, couves, alfaces, tomates, pimentos, pepinos, melões, feijão verde, flores, etc, etc. 

Haverá pelo menos um moínho restaurado e um forno de cozer pão.

As eiras, embora sem medas de pão, voltarão a ter a beleza de um lameiro onde o burro do povo pastará em tranquilidade até que um turista o alugue, para bem aparelhado, ir até Alamedilla d'el Choço, o estrangeiro mais próximo de nós. 

A construção de uma nova ponte, permitindo poupar a ponte românica, também está prevista. A construção de um passadiço que irá da ponte, passando pelo Pinguelo até se mandar ao Coa, permitirá admirar a beleza paisagística da encosta norte do Castelo, na vertente da geologia e da flora.

A Misericórdia, para além da prossecução das  obras espirituais, contribuirá para este renascer de uma nova era, com uma piscina que servirá de refrigério, nos estios secos e escalantes, ao bem estar corporal.

 

publicado por julmar às 20:45
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