A pequena aldeia de Vilar Maior, com pouco mais 80 residentes habituais transformou-se para recriar sete regiões da Terra Santa no tempo de Jesus: rio Jordão, monte das Bem-aventurança, mar da Galileia, Cesareia de Filipe, monte Tabor, Betfagé e Jerusalém. Para recriar o ambiente de Jerusalém foram preparados oito espaços, com especial destaque para a Última Ceia, o Horto das Oliveiras, o Sinédrio, o Pretório e o Calvário.
Ao longo de quase três horas foram recriadas 30 cenas do Evangelho de S. Mateus, desde a pregação de João Baptista e o baptismo de Jesus, passando pelo sermão das Bem-aventuranças, a travessia do mar da Galileia sobre as águas, o primado de Pedro, a transfiguração, a entrada triunfal em Jerusalém, a conspiração dos judeus, as lamentações sobre Jerusalém, toda a Paixão de Jesus até à aparição do Ressuscitado.
Mais de 200 pessoas estiveram envolvidas na encenação da Paixão, entre actores amadores, equipas de luminotécnica, sonoplastia e guarda-roupa. A organização estima que tenham assistido à encenação cerca de duas mil pessoas.
A actividade correu muito bem. Foram atingidos os objectivos traçados: aprofundar o estudo do Evangelho, envolver e responsabilizar mais gente no serviço às comunidades cristãs, dar a conhecer as potencialidades históricas, patrimoniais e culturais das pessoas e das terras da raia transcudana e do planalto do Côa.
Esta quarta edição melhorou substancialmente em relação às edições anteriores. Melhorou-se imenso a sonoplastia e a luminotécnica, foram construídas diversas estruturas que permitiram uma maior visibilidade das cenas, apesar do aumento do número de espectadores.
Salienta-se que a iniciativa da Unidade Pastoral do Planalto do Côa foi organizada em conjunto com a Santa Casa da Misericórdia de Vilar Maior, teve o apoio da Câmara Municipal do Sabugal e da U. F. de Aldeia da Ribeira, Badamalos e Vilar Maior, e contou com a parceria da Sabugal+ E.M., U.F. de Ruvina, Ruivós e Vale das Éguas, Colégio de Cristo Rei; Confecções Torre; Casa Veritas; Conde Gião; Couros de Cabra; Guardiões da Lua; Foto Arte; Oficinas de S. Miguel; Wok Design; Diplix Audio; CNE; GNR do Soito; Bombeiros Voluntários do Soito; Raia Verde; Robinil, Amigo da Verdade; A Guarda; Capeia Arraiana e Cinco Quinas.
Quanto à continuação da actividade, é assunto que será discutido na próxima reunião do Conselho Pastoral de Leigos da UPPC.
Pessoalmente, enquanto pároco e responsável pela organização, sou da opinião que Vilar Maior tem excelentes condições para receber este tipo de recriação histórica, há muita gente empenhada e disponível para colaborar, há uma óptima colaboração das instituições públicas do concelho do Sabugal, mas desejo ouvir a opinião dos delegados ao Conselho Pastoral, antes de se programarem as actividades do próximo ano pastoral.
Quero também deixar uma palavra de estima e gratidão a todos os colaboradores.