Hoje sem uso como se pode ver tapado o acesso na margem esquerda, na era do reino das vacas.
Fotografia tirada a montante e que mostra os talha mares
Se falar em toponímia, muita gente não estará bem a topar ou não topa mesmo. Mas se der uma topadela, alto lá que até pode sair asneira como alívio da dor. Certo é que a toponímia me tem ajudado a desvendar ou a esclarcer alguns fatos relacionados com a Vila. E topadelas também não faltaram no passeio de hoje até ao Insumidoiro ou Sumidoiro que fica a juzante do pontão da Pontaguarda ou Ponte da Guarde. Da VIla saía-se para o mundo por algumas saídas principais em direção a centros urbanos maiores. Ora, uma dessas saídas seria, sem dúvida, para a cidade da Guarda. Saía-se pelas Portas. Aí não havia o caminho da Cerca mas apenas o que corre ao cimo do Chão de S. Pedro, seguindo à direita na primeira bifurcação (o outro leva para outra saída pelo Porto do Sabugal), passa a Fonte Nova, um pouco mais abaixo a Fonte Velha, na bifurcação abaixo segue à esquerda, mais abaixo novamente à esquerda e na descida já para a Ribeira de Alfaiates vira à direita caminhando até à Ribeira. Ora, o que encontra aí não é uma ponte mas um pontão como lhe mostra a imagem. Então porque é que a toponímia não regista o nome de pontão (como acontece no pontão do Porto Sabugal)? Porque anteriormente ao pontão havia efetivamente uma ponte de acordo com a informação contida nas Memórias Paroquiais de Vilar Maior de 1758
«Outra da parte de poente a que chamam Rybeira de Alfaiates que nasce junto do lugar do Souto. Também seo curso de Inverno he arebatado e também seca de veram, tem uma pnte de pao, no lemite desta villa que vae desta villa para a cidade da Goarda e também nam he capás de navegaçam.»
Ora, pois, se se der ao trabalho, há-de topar no lagedo da margem direita com ferros cravados na rocha, resto de prováveis argolas que segurariam a dita ponte. Depois verificará também que o pontão foi construído sobre a antiga construção, nomeadamente nos dois talha mares atuais assentes, mas mais recuados, nos anteriores.
Certo é que por ali passavam alimárias e gentes a tratar das suas vidas, por conta própria ou a mando de outros, a maior parte em negócios, outros em ócio, como eu no dia de hoje.
Na margem direita, junto do pontão, um cruzeiro com data assinalada de 1908. Imagine-se o que quiser sobre o que deu origem ao dito cruzeiro: Alguém ali morreu por motivo que desconhecemos, alguém que ia para lá ou vinha para cá, alguém que se matou, alguém que foi morto, alguém que se afogou.
Por mim, dada a data assinalada estárá relacionada com as enormes enchentes de 1908, que aqui arrastaram para a morte os que, em situação duvidosa, teimaram passar à outra margem, desafiando a turbolente torrente que os tombou nas revoltosas águas que ao Insumidoiro conduziu.
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