Dia 27 de junho vai realizar-se uma reunião da Associação Muralhas de Vilar Maior. Pediram-me que desse o meu contributo: Na continuação do que há longos anos venho fazendo neste blog e, mais especificamente nos últimos posts, apresento um resumo muito esquemático de obras a realizar(incluindo algumas já apresentadas anteriormente).
Naquilo que se segue é tão só a minha visão do que poderia ser feito. Sintam-se perfeitamente à vontade para concordarem, discordarem, alterarem, mudarem, sugerirem.
A- Obras sem custo ou baixo custo:
- Hino do Senhor dos Aflitos, escrito em azulejos ou noutro suporte na sua capela ou no largo
- Toponímia: A toponímia, que etimologicamente significa o nome dos lugares, pode constituir um precioso contributo para o fortalecimento da identidade de uma comunidade na medida em que por ela se pode transmitir a sua história.
- Forca : tomando por base o desenho de Duarte de Armas poder-se-ia reconstruir esta forca. O sítio alto onde se encontra atrairia o olhar de quem visita Vilar Maior. No mesmo sítio (por sugestão do Carlos Gata)poderia ser construído um miradoiro.
- Colocação de cruzeiros anteriormente existentes: Fonte Nova, Largo das Portas. Um cruzeiro que assinalasse o local da extinta capela do Espírito Santo
- Plantação de medronheiros e mostageiros nas cercanias do castelo
- Implantação de uma nora e de uma burra (picanço, picota) na Horta da Ribeira ou, em alternativa noutro local público.
- Iluminação da torre da Igreja, da ponte românica, da Forca, do Arco, do Museu, da Igreja da Senhora do Castelo
- Reabilitação das Eiras
- Desocultação do arco antigo da capela de S. Sebastião
- Reclamar o canhão de VM que está à entrada do museu da Guarda e colocação no local em que exerceu função
B - Com algum custo:
1. Consolidação das ruínas da Senhora do Castelo e construção de um átrio partilhado com o cemitério
2. Aquisição e construcão de um largo junto da Igreja Matriz
3. Reabilitação da Torre de Menagem, tornando possível a subida à mesma e o disfrute da paisagem.
4. Mostra das estruturas de três culturas impotantes: O ciclo do pão - arado(tapada) - Eira - Moinho - Forno; O ciclo do vinho - lagar/prensa - dorna/ tonel - Alambique; O ciclo do linho - Ripanço, maçadoiro - roca - tear
5. Valorização da encosta norte do castelo; incluindo o trajeto (passadiços?) desde a barragem das Eiras até ao pontão do Pindelo (com reabilitação do moinho, visita ao Pombal, às sepulturas antropomórficas ...); os caminhos que vão dar à Fraga e um miradoiro no Saltadoiro dos Cães.
6. Dado quase como certo que a zona das Lages, as casas jamais serão recuperadas para viver, deveria haver um trabalho de limpeza e conservação de ruínas.